Ainda ontem ele passou por mim, não consegui ficar indiferente. Branquinho com manchas pretas,inclusive na carinha, parecia estar de máscara.Ao abrir meus e -mails deparei -me com um movimento que pedia assinaturas para proteger os animais abrigados na zoonoses de Araraquara, as descrições de maus tratos e as fotos deixaram meu coração em frangalhos.Uma vez mais percebo o quanto amo os animais, principalmente os cachorros sem pedigree, aqueles que são tratados como objetos descartáveis.Basta fitar aqueles olhinhos inocentes para avaliar o quanto de amor há nestas doces criaturas. Chego as lágrimas quando em noites de frio imagino a falta de abrigo, a fome sem trégua, a sede causticante.Quisera ter um local para abrigar estes inocentes, ser recebida diariamente com a sincera alegria que estas criaturas proporcionam. Penso...que culpa eles tem de nascer sem raça definida, não encontrar um coração sensível alguém disposto a retribuir um pouco do amor que eles oferecem? Eles representam a pureza real dos mais nobres sentimentos, da lealdade e da transparência. Hoje, novamente cruzei com o cachorrinho malhado, desta vez em outro ponto da cidade, meu coração novamente ficou apertado, pedi a Deus em silêncio, que ele encontre em seu caminho alguém que possa fazer mais do que sentir, ame com atitude.
Edna.
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