segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Joelhinhos ralados.




O domingo estava pela metade quando ele adentrou a cozinha apressado. Eu, preparando o almoço, observo que há novidade. Com carinha de sofrimento mostrou os joelhinhos ralados, (logo os dois), resultado do tropeção ocorrido no dia anterior. Com ar de seriedade explica que quando caiu nem estava correndo. Observei a simulação do sofrimento desenhado no rostinho que tanto amo e me preparei para contribuir com minha parcela de solidariedade. Abaixei-me e verificando a “extensão” do pequeno ferimento dei um beijinho em cada um, garantindo que logo ia sarar. Após o almoço fomos ao shopping. Sorvetes, pequenos mimos e uma passada na loja de brinquedos. Visitamos o Papai Noel, soberbo em seu trono mágico, algumas fotos e conversas ao pé do ouvido para deixar bem explicadas as encomendas de Natal.Seus olhinhos transbordavam encantamento, pareciam duas estrelas cintilantes. Passada esta maravilhosa etapa, voltamos pra casa. Só então, ele lembrou novamente dos joelhinhos ralados. A saída foi transformar o acontecimento em uma historinha onde um menino corajoso conversava com seu dodói e ordenava que sarasse logo, afinal, precisava brincar. Foi assim, que eu me envolvi em uma enrascada. Passei o resto da noite repetindo a historinha, sem pular etapas ou esquecer os detalhes da primeira versão. Sua primeira experiência com a dor, mais um momento pra guardar em nosso coração. 

Felipe, meu amor. Sei que em sua inocência os joelhinhos ralados representaram uma dolorosa experiência, mas, fica o meu desejo que em sua vida só haja momentos felizes, se depender do nosso amor saberemos transformar cada tropeço em um a razão para que sinta –se mais forte, mais amado. 

Te amo, 

Edna.

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