sábado, 10 de novembro de 2012

Sou aquela que te ama.



Sonhei durante muito tempo com o som da sua gargalhada, com suas inocentes perguntas, com o biquinho que faz para oferecer um beijo. Passei muto tempo tentando encontrar a fórmula perfeita de desempenhar o exercício do meu amor, sem te mimar demais. Ensaie algumas caras de brava e até mesmo colocar alguns nãos para demostrar uma certa autoridade, mas constatei, estes momentos sempre acabaram em beijos e abraços. Decidi, deleguei somente à sua mamãe a tarefa de educá - lo, eu seria só aquela que te ama.
Esta semana cheguei do trabalho e você estava a minha espera. Olhinhos brilhantes, ansioso, segurava duas caixinhas com ar de expectativa.Esqueci os afazeres, sentei para ver do que se tratava.
Você abriu os pacotes, exibiu os mais recentes presentes, que a "mamãe"  havia comprado. Nada mais nada menos do que 18 mini livros de contos infantis , e, cabia a vovó a honra de ler todos pela primeira vez, na integra, sem pular uma página sequer, fiscalizada pelo dono da biblioteca recém adquirida. Dei um suspiro e comecei a jornada. Ele sentou se ao meu lado,ouvia atentamente o desenrolar de cada história.O que começou como um compromisso para agradá -lo foi virando prazer.Ficamos um tempão envolvidos neste enlevo.Para testar sua atenção, vez ou outra eu mudava algum detalhe da história,ele prontamente corrigia, sinal que havia decorado já na primeira leitura que a mãe havia feito.Finamente, lá pelas tantas acabamos de ler o último livrinho, e quase não acreditei quando ele voltou com o primeiro dizendo que a gente devia começar tudo de novo, afinal, era muito legal.Nesta hora fiz valer minha autoridade de vó, dei um monte de beijos e abraços e fui dormir com os pensamentos repletos de princesas e lobo mau, dormi o sono dos justos, isso foi pura magia.

Edna.

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