segunda-feira, 29 de julho de 2013

Aprendizado!

Aprendizado!

Sou feliz por você existir. Não importa seu nome, sua condição, o papel que ocupa em minha vida, sabe que é ou foi extremamente importante para mim. Todas as pessoas que de alguma forma compartilharam cada momento, há pouco tempo ou desde sempre. Significaram  elos de uma corrente preciosa que me ensinaram, orientaram, mostraram a variedade de  caminhos a seguir. A todos  que um dia me decepcionaram agradeço o fato de terem colaborado para minha evolução. Foram necessários para  que eu aprendesse   a não confiar em qualquer um. Em alguns momentos da vida mostraram sua mediocridade, e, assim, tive a possibilidade de enxerga - los como realmente são. Afastei-me, mas, guardei a lição. Credito a estes a vantagem de ter ficado mais esperta, afinal, foram excelentes professores. Com estes “amigos” de todos e de ninguém, descobri que não posso contar. Não foram ruins nem bons, mas necessários. Por este motivo, subtrai cada um deles da minha lista de especiais e nossa amizade passou a ser tão superficial como eles mesmos. E, com o passar do tempo, este critério tornou-se uma parte da minha personalidade. Aos poucos, amadureci, deixei a empolgação de lado e meu coração elegeu os verdadeiros amigos, aqueles que merecem receber minha sinceridade, apoio, atenção, compartilhar da minha vida e do meu amor, os outros, tornaram-se somente colegas. Esta acertada decisão me trouxe paz, segurança, apoio, devolveu minha fé nas pessoas. Fiz uma contabilidade destas preciosas amizades, descobri que não me fez falta alguma o que não era verdadeiro. Os amigos fiéis, os de sempre e os recentes, aqueles que se alegram com minha presença, conquistas e superações, que emprestam o ombro e oferecem motivos para sorrir, estes, nunca me abandonarão. Nossas vidas e nossas histórias estão entrelaçadas em algum momento do caminho, estes, eu guardo a sete chaves, no lado esquerdo do peito, dentro do coração.
Edna.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Portas

A vida é surpreendente. inúmeras vezes sentei desanimada para prosseguir, disposta a jogar a toalha, mas, uma nova porta se abriu . Imersa em preocupações muitas vezes caminhei, e sempre aconteceu exatamente assim; enconrei alguém que não via há tempos e a palavra que recebi apontou para a solução do problema. Percebo que estive sempre em boas mãos. Que a solidão de algumas fases foi apenas imaginária, era só o tempo necessário para que fizesse melhores escolhas.
Na certeza da esperança caminhei. Construí e reconstruí percursos adequando pessoas e sentimentos a cada mudança. Aprendi que na vida as renovações são diárias, as oportunidades acontecem, basta ter olhos pra ver e estar propenso a aprender.Constantemente aprendo sobre amor com minha família, sobre companheirismo com os verdadeiros amigos, sobre separar o joio do trigo com aqueles que me decepcionam vez ou outra. Preciso ter estes valores bem definidos em minha mente, valorizar o que realmente importa, separar jóias de bijuterias, as duas brilham, mas valor não é só aparência. Gosto de olhar para o passado e ver a estrada que já percorri, a estória da minha vida. Não é nenhum conto de fadas, mas a experiência mostra que Deus está realmente no controle, para toda situação, por mais complicada ou dolorosa há cura, tudo passa. Para quem acredita, as portas das oportunidades e da paz estarão sempre entreabertas, nem precisa bater, basta querer entrar.


Edna.

domingo, 21 de julho de 2013

O domingo!


A noite sugere reflexão. Penso no dia, familia reunida, conversas, risadas e sinto a paz. Contemplo a mesa posta, cada um se servindo a gosto, o elogio paga qualquer trabalho.Analiso o quanto tudo vale a pena. Nasci, cresci, formei familia. Cada uma daquelas vidas, ali, bem a minha frente nasceram de um sim, temos um laço de amor, com o meu amor. Sei que é simples, natural e absolutamente normal, acontece em muitos lares, mas, para mim, é especial, quase mágico. Fiz minha parte. Creci e multipliquei. Pessoas bonitas, de sentimentos e atitudes retas e verdadeiras. Sou mais feliz quando passo um domingo ao lado deles. Compartilhamos a louça e as conversas na cozinha. Preparamos o lanche e arrumamos motivos para ser feliz. Meus sentidos captam a presença do pai e do flho, homens da casa, conversando animadamente na sala, enquanto meu neto me encanta,do alto dos seus cinco anos, sentado no sofá lendo uma histórinha. A noite cai, cada um segue seu rumo, busca o aconchego do seu lar. Acompanho até o carro, retorno agradecida, fecho a porta com o sentimento de que fiz meu melhor. Bom desfrutar desta serenidade. Hoje, meu coração pediu bis, senti necessidade de escrever mais, expressar mais este sentimento, afinal, preciso dizer o que sinto! 


Edna.

sábado, 20 de julho de 2013

O Tempo!

Tem tempo de se estar junto, tempo de partir! Assim é a vida, repleta de lindas lembranças, regada por imensas saudades. Fábio Augusto Bezerra, menino bonito, olhar límpido, inocente, quase loiro, quase anjo. Viveu entre nós por quase oito anos. Transmita sutis ensinamentos de como ser forte, suportar provações, tudo sem perder a doçura. Sua vida era uma festa. Diariamente encontrava nos mais simples passatempos motivos para grandes alegrias. As imagens são muitas, as recordações se sucedem. Para ele os dias nunca eram iguais. Os desejos satisfeitos mostravam que a superioridade espiritual precisa de muito pouco para se revelar. Desfrutou as alegrias de jogar futebol, a cada chute forte era motivo para se comemorar com gargalhadas de satisfação. Quase posso ouvir o barulho da água da piscina, dias inteiros, ensolarados, a felicidade estampada na carinha linda, a infinidade de brinquedos mergulhando com ele, a luta para no final da tarde convence -lo a sair da água. Menino forte, sorridente, bom garfo, hábil na prática de ludibriar nossa vigilância para fazer todas as artes que pudesse imaginar. Era puro. Transparente como um raio de sol. Sua boquinha vermelha falava só de amor. Saiu deste mundo sem jamais proferir uma palavra indigna, menos feliz. Sua valentia era lição diária. Tempos de dor eram vividos no hospital, mas, sempre que possível, regados a indispensável companhia da coca cola e da batata frita. Lembro cada passagem dessa lição de amor! Vivo a cada dia uma lembrança sua. Momentos bons, especiais que guardo na mente e, principalmente no mais sagrado do meu coração. Hoje, 20 de julho faz 15 anos que você se foi. " Dia do Amigo" ,Bem apropriado.
Você foi e sempre será meu grande amigo! Com você vivi momento só nossos, conversas em noites de solidão, a busca por motivos para manter acesa a chama da esperança. Por você aprendi que muitas vitórias significam superar o amor egoísta. Naquele 20 de julho de 1998. tivemos nosso ultimo diálogo, uma conversa de coração pra coração Nosso amor nos permitiu abrir mão da presença física para você seguir em frente, cumprir sua missão em um mundo mai condizente com sua evolução espiritual. Naquele momento não havia o meu querer, tinha que ser assim. Mas, apesar do tempo, esperança mora comigo. Carrego no coração a plena certeza de que um dia nos encontraremos. Neste sublime momento quero te olhar bem nos olhos, falar do quanto foi difícil ficar sem você, imagino que você compreensivo sorrirá, me envolvendo no aconchego de um forte abraço, quase sussurrando, dirá: Conseguimos!
Com amor, 
Mamãe!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Saber olhar!

As vezes não enxergamos o que está diante dos nossos olhos.Outras, passamos por cima do óbvio por não admitir a falta de percepção. Assim, levamos a vida.É mais confortável colocar a responsabilidade do que não corresponde as nossas expectativas em situações que muitas vezes só precisam de um ajuste, adaptação, colocar nos eixos para dar certo. Sentimentos são os mais variados. Hora nos sentimos privilegiados,outras injustiçados. Mas, avaliar o valor de cada um exige um pouco mais. Tem que haver disciplina, boa vontade, visão cristalina. Importante lembrar as oportunidades diárias,o farto aprendizado disponível, o chamado da vida, os recomeços,as reconsiderações.Oportunidades disponíveis, novas estradas, preparadas, sinalizadas, levam a caminhos mais seguros, envolvem no doce sentimento da paz, a quem precisa, deseja aprender,quer ser mais, ter o melhor. Mais sinceridade, humildade, justiça,generosidade. Desfrutar a benção do amor, ter infinidade de amigos, noites de sonhos bons.Para ter acesso a estas dádivas não devo compactuar com a arrogância de quem não valoriza o bem, sorrir ao lado de quem não acrescenta, aderir a falta de humildade, ser guiada pela prepotência que a vaidade impõe. Não acredito nestes conceitos. Da vida quero verdade, descobertas, alegrias reais. O mundo pode se apresentar repleto de lutas.Mas, a cada dia somos avaliados pelo que conquistamos utilizando a fé, a coragem e a determinação. O valor de cada vitória começa num simples piscar de olhos, à cada manhã, só não percebemos o valioso presente de mais um dia de vida quando o problema é quem está por trás da lente da vida. 

Edna.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Mãe!

Queria um dia a mais, uma hora, um abraço. Acho que falaria de tudo que tenho vivido desde que a senhora se foi.Diria da minha saudade e acima de tudo fitaria seu rosto que amo, tempo sem fim, para reavivar na memória sua face amada. Passearia por minhas recordações...o almoço dos domingos, as brincadeiras dos netos, seu olhar complacente, seu sorriso amoroso.Pegaria suas mãos e diria das minhas preocupações, angustias e esperanças. Com certeza ouviria... e afirmaria novamente...Calma, isso também passará, quem crê tudo vence, mantenha a fé. Certamente, esta foi a palavra mestra em sua vida! Pela fé viveu, na fé nos ensinou a vencer todos os obstáculos. Mas, contigo aprendi também que a juventude pode ser eterna, a senhora tinha esta meninice estampada no rosto. Seu sorriso maroto e seu olhar sonhador mostraram que nem mesmo os problemas enfrentados podem derrotar os grandes sonhos.
Inúmeras ocasiões te encontrei ajoelhada, era o exercício diário do diálogo com o Pai, momento de refazer energias, de compreender o porque de todas as coisas e, acima de tudo praticar a aceitação.
Há nove anos não te vejo, faz muita falta seus conselhos, seu perfume, a sabedoria que guiava minha vida, trazia a paz para meu coração, independente do que fosse.
Mas, eu tive seu exemplo, ensinamento e amor, não posso reclamar, só reafirmar que se eu tivesse apenas mais dez minutos eu te agradeceria imensamente por ser minha mãe!


Edna.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Amanhã?

Passava da meia noite.O papel afixado na porta de vidro informava o falecimento da minha vizinha do prédio ao lado. Como assim? Ela não estava doente. Ainda ontem eu a vi, ou será que já fazia uma semana?Não lembro bem. Mas, seu caminhar sereno e o sorriso discreto , este eu tenho bem nítido em minha mente. Geralmente, no final de semana, ela passava, vinha da igreja, cumprimentava e seguia. Acho que tinha planos, sonhos, talvez acalentasse uma alegria que precisava de tempo para acontecer. Mas, o tempo não chegou. Abro um espaço para a reflexão. Penso nos meus sonhos, nos planos, no tempo. Será que vale a pena o esforço, haverá dias de colher o que sonho hoje? Concluo que o tempo é agora. Que a felicidade está presente neste dia que eu deixo passar envolvida que estou a espera de um amanhã que pode não chegar. Melhor rever meus conceitos. Mais sábio sorrir hoje, ser feliz com o que tenho. Minha vizinha partiu. com sonhos ou sem eles deixou tudo aqui, encerrou sua história, talvez para iniciar outra mais feliz. A família cabe recordar os bons momentos, praticar a aceitação que só a fé proporciona.O que conta é a essência do que somos, o bem que praticamos, a verdade que vivemos. A vida é efêmera, mas, a virtude é eterna.


Edna.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Nossos encontros



Há dois dias não te encontro. Interessante como o tempo passa mais lentamente se você não está. Preencho o vazio da sua ausência fazendo as coisas que você gosta. Ainda ontem fui ao mercado suprir o armário com suas guloseimas favoritas. Antevejo você chegando, o incessante abrir de portas com o olhar observador, a seguir a pergunta: vovó, tem o que eu gosto? Tem sim senhor! Tem suquinho da Monica, tem bolacha recheadinha, tem salgadinho, balas, chocolates e muito mais. Minha casa é seu mundo,meu armário sua vitrine. Mas, isso ainda é pouco, tem meu imenso amor. A alegria que sinto quando ele chega, barulhento, abre a porta, corre até onde estou, sapeca um beijinho e sai correndo é indescritível. Em seguida, sinto a mão que me leva até o sofá e lá está a surpresa; 2 livros emprestados da biblioteca da escola, esperando para serem lidos, A joaninha que perdeu as pintinhas, e o menino que não usava meias. Questiono: agora você sabe ler, não precisa mais que a vovô leia para você. A resposta vem rápida e esclarecedora: Eu sei ler, mas você fala a voz das pessoas. Ai eu entendo. O que ele gosta é das vozes diferenciadas para cada personagem. Muito bem, lá vou eu imitar a joaninha que ficou triste porque perdeu as pintinhas e todos os outros personagens. Leio, releio, explico e participo uma vez mais desse mundo encantado. Levanto e ele me puxa, pede com cara de sofrimento: só mais uma vez, negocio com três beijos, um de cada lado e de quebra um na testa, ele aceita, cumpro minha parte,a seguir ele volta sua atenção para o homem de ferro que disputa uma batalha com o capitão América, eu, mais satisfeita do que nunca, vou cuidar do jantar!

Edna.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Anjos sem asas!

Nunca se afastam do bem, nem mesmo quando o caminho esteja crivado de obstáculos.Quando se decidem por exercer o ofício do servir ao próximo, muitos tentam mostrar as dificuldades e fazê -los se desviar do roteiro traçado, mas, confiam em Deus e em sua força interior.Limpam seu coração de todo sentimento menor e afirmam, nem que seja só para que eles mesmo se ouçam: eu sou do bem, quero viver para o bem, tudo vai dar certo. Deus está no controle. Diante destas afirmações poderosas um sentimento de confiança invade o coração, a luz alcança as preocupações e tudo fica menor. Considerando que diariamente a mídia nos traz noticias chocantes, exemplifica também gestos de grandeza, de doação, de amor, pessoas que procuram minimizar as dores do ser humano, dos animais, salvam vidas arriscando o próprio bem estar. Para cada acontecimento triste há uma comoção, há como que uma reparação, demonstrando que nem tudo está perdido,que muitos tem fé no amor, acreditam no Bem.
No dia de hoje reverencio os heróis anônimos de todos os dias.Seres humanos, como eu e você, mas, com um diferencial, escolheram servir ao próximo em tempo integral. Investidos do desejo de jamais desacreditar na possibilidade da salvar. Eles tem família, problemas pessoais e questões para resolver, são iguais a qualquer um de nós , mas, contam com a mão que não falha, são parceiros de "Deus". 


Aos Bombeiros minha eterna admiração! 


Edna.
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

O inverno.

Hoje senti saudade. Não sei bem do quê, mas, dias frios e chuvosos tem o poder de trazer à tona lembranças adormecidas.Crianças pequenas, bolinho de chuva, pipoca, sessão da tarde, cobertores pelo sofá. A luta para preservar os uniformes escolares para estar em ordem no dia seguinte, o cochilo dos pequenos no meio da tarde, os tênis perdidos pela casa. Interessante, como tudo que nos traz desconforto e motivos para irritar , com o passar do tempo vira poesia, transforma -se em lindas lembranças. Os brinquedos espalhados pela casa , as lições por fazer, a ameaça das chineladas se não limpar o prato, tudo vira saudade.
Hoje, a vida é diferente. Aquelas pequenas crianças enroscadas em meu pescoço e aconchegadas em meu colo estão na batalha da vida. No mundo dos adultos não há tempo para recordações no meio da tarde, lembranças do cheiro de pipoca nem de afago da mãe. Há pressa para construir o futuro, há horário para reviver o passado, afinal o presente é competitivo, absorve cada minuto. Mas, hoje eu posso. estou de férias. Reservo um tempinho para sentir, lembrar, desfruto esses momentos carinhosamente guardados em meu coração, me permito reviver aquela distante e especial rotina. Minhas crianças, elas nunca saberão o quanto são amadas, o que faria para ter cada uma delas pequeninas outra vez, em meu colo, para com meu amor proteger, agasalhar!


Edna.