sexta-feira, 27 de março de 2015

E por falar em saudade!!!

Giro  a chave na porta , dois olhinhos amorosos me fitam! Estamos só!! Eu e ela, minha doce companheirinha de longos 13 anos. Uma frase da  musica do Roberto Carlos se encaixa perfeitamente ao momento... Meu cachorro me sorriu latindo!!! Não identifico seu sorriso , mas sinto seu amor! Aos poucos me dou conta do  barulho do silêncio....Nesse momento  me ponho a pensar... Já que cheguei mais cedo, considerando que tenho algumas horas só pra mim... Como aproveitar? Bate a indecisão! Que tal coar um cafezinho? Será que  ligo a tv? Ou pego de jeito aquele livro que tenho lido aos pouquinhos e dou uma bela arrancada? Mas, como sempre,  minha alma  inquieta se rebela, conspira contra a serenidade! É nesse  exato momento  que reviro a bolsa, limpo a carteira, leio bilhetes, faço contas e revejo fotos. Na quietude do momento a inquietude toma conta, a indecisão ganha espaço! O pensamento vagueia qual criança sem juízo e traz a tona acontecimentos que deveriam ficar quietos, guardados, embrulhados em papel de seda, mas, muito bem  selados, dentro da caixinha da alma. Às vezes a gente se trai! Não precisa nem ter inimigos. Parece que nos assola um prazer em debruçar sobre  a janela do tempo e assistir impassível o desfile das alegrias a  saudade das pessoas e situações  que não viveremos mais. Passe o tempo que  passar,  fatos e pessoas que amamos estarão sempre  ligados, presentes em tudo ! Decido!!! Tem dias que quero é mais!!! Relembro detalhes, sinto perfumes, me esvazio das preocupações, preencho a alma e o coração das lembranças mais queridas. Ouço  a  musica preferida, ela  será sempre a mais bonita! Eu a escolhi em dias de alegria para ser a trilha sonora de  sorrisos inesquecíveis e  de momentos eternizados. Decido pelo cafezinho! Bater um bolo? Talvez  seja uma boa alternativa! Então, vem  o cansaço. A vontade de curtir a indolência da tarde que finda. Mudo de rumo! Faço do café meu companheiro, mudo a foto do face, busco um pretexto para escrever,eu me conheço,  preciso extravasar essa saudade!

Edna.

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