A matéria sobre o Dia dos Pais parecia só mais uma comum como todas. Ouvi displicente a chamada, logo após o intervalo prometiam emocionar. Aguardei. A história do menino Felipe começou a ser contada, a expressão de felicidade, a alegria estampada em seu rostinho ao assistir os meninos jogando futebol foi aflorando minha mais profunda emoção.Mas, o melhor ainda estava
por vir.Penso que aquele jovem pai, passou muito tempo concatenando idéias, fazendo planos para permitir que seu filho, portador de paralisia cerebral não ficasse apenas na arquibancada da vida.Ele ousou sonhar, criou um dispositivo especial em forma de chuteira, acoplada ao seu próprio pé e sorriu de satisfação. Acredito que tenha saboreado antecipadamente a felicidade que proporcionaria ao filho querido. Penso até que, tenha derramado lágrimas de felicidade ao ver materializada sua idéia. E lá foi ele, cheio de coragem e amor, aconchegou o filho ao peito, colocou seus frágeis pezinhos junto ao seu e participaram do maior jogo de ambos, o jogo do amor. O menino vibrava a cada chute, a cada gol, os amiguinhos aplaudiam, o pai sorria de pleno êxtase, eu, do outro lado da TV, chorava bicas, plena, por ter a oportunidade de presenciar este maravilhosos ato de amor.
Eu entendi aquele pai, talvez por ter tido um anjo com dificuldades eu tenha identificado algumas vezes em que consegui ajudar meu filho a viver pequenas alegrias, mas, de um enorme significado. Sei que exemplos de amor como este devem acontecer diariamente, no anonimato, longe das câmeras de TV. Acredito que divulgar esta dedicação impar é uma força de impulsionar cada vez mais a atenção, o amor ,especialmente à aqueles que nasceram com a difícil missão de ser diferentes.
Neste “Dia dos Pais” assisti no Fantástico um pai que é Show na vida, chorei de emoção!
Parabéns,
Edna.
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