quarta-feira, 13 de março de 2013

Quase triste!

O dia foi diferente. Notei a melancolia querendo se instalar. Chegou de mansinho, sorrateira, lentamente, instigando minha mente a lembranças, saudades, ausências. Passei boa parte do tempo assim, revivendo fatos,ao mesmo tempo buscando alternativas para sair dessa. A noite busco o refugio do meu quarto.Noto que uma linda e suave melodia invade meus sentidos,em seguida sou chamada para assistir a um vídeo que retrata a demonstração de carinho de uma criança com síndrome de down e um dócil cachorro. A cada movimento as lágrimas até então represadas foram encontrando caminho, rompendo barreiras. Chorei pela doença terrível que maltrata a amiga querida, chorei pela falta do beijo do filho amado, chorei pela ausência das palavras da minha mãe, pelo desejo do aconchego do seu abraço.A pergunta silenciosa teimava a sussurrar; o que tem feito para sorrir mais? Como avalia cada sacrifício para sorrir com vontade de chorar? porque se colocar sempre no final da fila para o outro se realizar? Foi então que me dei a mão. Lavei o rosto, olhei no espelho e sorri. Mudei o pensar. afinal a vida é mesmo assim, igual a uma balança com dois pratos vazios, a espera do que neles vamos depositar. Lembrei os bons momentos, pensei que se há saudade é porque houveram lindos momentos , cabe somente a mim envolver estes sentimentos em preciosa luz. Concluí que este é o começo da mudança.Dias de estar só mesmo acompanhada todos enfrentam, mas, vale lembrar a mão amiga, o olhar de compreensão, conhecer sentimentos de solidão para valorizar as boas companhias e a preciosidade da confiança, da compreensão. E assim eu decidi. Reforçar o que tenho de melhor e ouvir meu coração que insistente sussurra, a hora é agora, vá ser feliz!


Edna.

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