Tem tempo de se estar junto, tempo de partir! Assim é a vida, repleta de lindas lembranças, regada por imensas saudades. Fábio Augusto Bezerra, menino bonito, olhar límpido, inocente, quase loiro, quase anjo. Viveu entre nós por quase oito anos. Transmita sutis ensinamentos de como ser forte, suportar provações, tudo sem perder a doçura. Sua vida era uma festa. Diariamente encontrava nos mais simples passatempos motivos para grandes alegrias. As imagens são muitas, as recordações se sucedem. Para ele os dias nunca eram iguais. Os desejos satisfeitos mostravam que a superioridade espiritual precisa de muito pouco para se revelar. Desfrutou as alegrias de jogar futebol, a cada chute forte era motivo para se comemorar com gargalhadas de satisfação. Quase posso ouvir o barulho da água da piscina, dias inteiros, ensolarados, a felicidade estampada na carinha linda, a infinidade de brinquedos mergulhando com ele, a luta para no final da tarde convence -lo a sair da água. Menino forte, sorridente, bom garfo, hábil na prática de ludibriar nossa vigilância para fazer todas as artes que pudesse imaginar. Era puro. Transparente como um raio de sol. Sua boquinha vermelha falava só de amor. Saiu deste mundo sem jamais proferir uma palavra indigna, menos feliz. Sua valentia era lição diária. Tempos de dor eram vividos no hospital, mas, sempre que possível, regados a indispensável companhia da coca cola e da batata frita. Lembro cada passagem dessa lição de amor! Vivo a cada dia uma lembrança sua. Momentos bons, especiais que guardo na mente e, principalmente no mais sagrado do meu coração. Hoje, 20 de julho faz 15 anos que você se foi. " Dia do Amigo" ,Bem apropriado.
Você foi e sempre será meu grande amigo! Com você vivi momento só nossos, conversas em noites de solidão, a busca por motivos para manter acesa a chama da esperança. Por você aprendi que muitas vitórias significam superar o amor egoísta. Naquele 20 de julho de 1998. tivemos nosso ultimo diálogo, uma conversa de coração pra coração Nosso amor nos permitiu abrir mão da presença física para você seguir em frente, cumprir sua missão em um mundo mai condizente com sua evolução espiritual. Naquele momento não havia o meu querer, tinha que ser assim. Mas, apesar do tempo, esperança mora comigo. Carrego no coração a plena certeza de que um dia nos encontraremos. Neste sublime momento quero te olhar bem nos olhos, falar do quanto foi difícil ficar sem você, imagino que você compreensivo sorrirá, me envolvendo no aconchego de um forte abraço, quase sussurrando, dirá: Conseguimos!
Com amor,
Mamãe!
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