sexta-feira, 16 de março de 2012

Infância



Parece que foi ontem...adorava passar horas brincando de jogar queima, deitar na lage em dia ensolarado para fitar o céu e imaginar o desenho das nuvens.As imagens eram uma sucessão de variedades, de bichinhos a castelos, a imaginação corria solta, desconhecia limites.Só saia deste devaneio quando a mãe chamava de volta à realidade, hora dos deveres. Esta era a parte chata, mas necessár...ia.Tarefa cumprida, outra recompensa, desta vez a mais prazeirosa, viajar sem limites através dos livros, as aventuras encantavam, Robinson Crusoé, O pequeno Princípe, sitio do picapau amarelo e na adolescência todos os suspenses de Àgatha Christie. Estes hábitos, com certeza, contribuiram para formar minha personalidade, as vezes critica, outras analítica,mas sempre baseada na sede de aprender. Observo as crianças de hoje, que mundo grandioso ao alcance de um simples clic, ao mesmo tempo, como são carentes na arte de improvisar, imaginar.Se voltasse no tempo, com os recursos de hoje, com certeza teria ido muito além em minhas realizações, mas será que teria tantas lembranças maravilhosas? seria mais feliz?
Na dúvida, concluo que está tudo certo, estou bem assim. Necessário e útil o tempo da dificuldade, das descobertas para valorizar o que temos hoje. Aprender superando adversidades é muito valoroso. Lutar pela realização de um sonho, por menor que seja é conquista sem preço. Assim, apesar de tudo, continuo, mantendo em meu ser, o perfil daquela menina que se entusiasma, imagina castelos nas nuvens e ainda acredita que sonhar é necessário.

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