Sempre fui assim, aficionada por livros, eles substituíram
brinquedos que não tive passeios que não realizei férias que não desfrutei. Mas,
a devolutiva foi compensadora. Lembro bem, desde menina, quando podia a
biblioteca publica era meu passatempo favorito, era através das páginas de um bom livro que minha imaginação criava
asas, meu pensamento derrubava as barreiras do tempo e, a menina
que eu era viajava em pensamento por épocas por épocas e paragens
inimagináveis.Conheci a delícia de passear no Sitio do pica -pau Amarelo,
observar com atenção as reinações de narizinho, auxiliada por sua boneca
Emilia. Cresci... o Diário de Anne Frank me inspirava, emocionava. Passei para
a ficção, era incrível sonhar com o mundo do futuro, exatamente a tecnologia que
vivemos hoje. Veio a idade dos questionamentos; Eram os Deuses Astronautas?
Debati com várias pessoas, não cheguei a nenhuma conclusão. Passei pelos livros
de auto-ajuda, parecia ter achado a chave do mistério para conseguir até o impossível,
até pratiquei alguns exercícios, mas analisei que se desse todo o resultado
descrito ninguém teria problema. Foi muito importante o contato com os grandes
sábios e pensadores, mas, surpreendente foi descobrir que o que era novidade,
eles já ensinavam à multidão há séculos.
Passei dos romances á todos os autores que descobri ao longo do caminho, sendo
a Bíblia o livro que contém a maior
sabedoria por conter exemplos de toda ordem, conduta moral e espiritual, além
das sábias e eternas lições de Jesus. Em minha vida o maior prazer sempre foi a
leitura, incentivei este hábito nos meus três filhos, Graças a Deus
deu certo, são apreciadores de um bom livro, de um bom artigo.
Apesar da tecnologia atual, o bom e velho livro
nunca será absoleto. Ele é o principio, mas nunca será o fim.
Edna.
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