Silêncio
Semana passada, quando descia para almoçar conversava com duas colegas de trabalho. Falávamos sobre
amenidades, como o tempo,etc… quando
o assunto rumou para as noticias em evidência, passamos a comentar sobre o resgate dos cachorrinhos, aqueles que foram
brutalmente maltratados por uma pessoa desumana. Falamos
do quanto estávamos felizes de alguém ter tomado a iniciativa de denunciar a crueldade praticada e de como agora havia até fila de pessoas
dispostas a adotar os tão sofridos cachorrinhos. Cada uma seguiu seu caminho,
mas, fiquei analisando uma frase dita na conversa, fiquei pensando... "O que me preocupa é o silêncio dos
bons".A princípio não atinei para a importância da colocação, mas,
refletindo, observei a profundidade daquelas palavras. Realmente os maus são
coniventes em todo tipo de ato, não se
revelam, não se apontam, não se denunciam. Assim, muitas atrocidades
continuam sendo praticadas, as situações
de sofrimento não mudam, e com isso animais, crianças, idosos, e até deficientes
indefesos, passam, um tempo longo demais
a espera de ajuda, muitas vezes uma vida. Quando o socorro vem, é de grande
valia, mas seqüelas poderiam ser evitadas, passou-se muito tempo. Geralmente, a
grande maioria age exatamente assim. Quando alguém do bem levanta a questão dos
maus tratos instala – se a comoção, a ajuda, a solução. Observo que dificilmente
alguém ousa se intrometer, buscar proteção e ajuda aos indefesos, a desculpa
temos pronta; cada um cuida da sua vida.
E assim, o mal prolifera, pois enquanto os dotados de parcos princípios estão
cada vez mais unidos, o silêncio dos
bons é cada vez mais preocupante e evidente.
Edna.
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